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Atividade física: O remédio da terceira idade


Por João Henrique Maia


O exercício físico contínuo pode ajudar na prevenção de doenças, na melhora da qualidade de vida e na independência dos idosos.






Se pararmos para pensar, hoje em dia, existem muitas pessoas com 75, 80 anos que possuem uma disposição de dar inveja em qualquer um, mas vale lembrar que isso era impensável há algumas décadas. Um ponto central, que seria importante entender, é o fato da expectativa de vida ter aumentado tanto, e esse aumento deve-se aos avanços da medicina e, principalmente, às práticas de atividades físicas.

Nesta fase da vida, é muito comum aparecer problemas nas pessoas, como depressão, cansaço, dores musculares, aumento da pressão, obesidade e muitos outros que mexem com a autoestima. Nesse momento, é que uma forte aliada do idoso entra em ação, a atividade física, que pode servir de solução frente aos tantos problemas desta fase.

Ao praticar uma caminhada, participar de uma aula de natação ou se alongar constantemente, os idosos dão um grande passo. O conjunto de atividades possíveis de serem realizadas não trabalham apenas com o aspecto físico, mas vão além, ajudando também nos aspectos psicológicos, tanto é que afastam os pensamentos ruins e podem ajudar no combate da depressão.

Aos 77 anos, Léo de Paula e Silva que, quando jovem, sempre jogou futebol e praticou esportes; ao atingir a terceira idade, manteve seus hábitos saudáveis, com uma boa alimentação, caminhadas próximas a sua casa e alongamentos semanais. O reflexo disso é o fato de manter o mesmo peso há mais de 30 anos, coisa que poucos conseguem. “Velhice saudável é aquela que nos permite sair com os amigos ao invés de ir na farmácia comprar remédios” ressaltou Léo.

                                                   

Os benefícios da atividade física são percebidos por profissionais da área de saúde. Lucas Nogueira, que é fisioterapeuta desportivo, entende a importância do tema, porém ressalta que é necessário o acompanhamento de um profissional. “Na visão da fisioterapia, o idoso deve sim fazer atividade física por vários motivos, mas nunca sem orientação de um profissional capacitado, tanto na prescrição do exercício, quanto na sua intensidade”, explicou o fisioterapeuta.

Assim, é imprescindível, na manutenção de uma vida longa e saudável, se mover e exercitar, seja dançando, nadando, não importa como, o importante é estar ativo e não cair no cansaço. A soma dessas ações pode ser o melhor remédio para o idoso.

Crédito da Foto: Eni Paulo

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