Texto de João Henrique Maia
Não se lembrar de certas coisas é desesperador, imagine como é a vida de alguém que tem a memória comprometida.
Crédito da Foto: João Henrique Maia
Não se lembrar de certas coisas é desesperador, imagine como é a vida de alguém que tem a memória comprometida.
O Alzheimer é uma doença degenerativa,
geralmente começa aparecer em pessoas com mais de 60 anos, sendo raríssimos os
casos de pessoas mais novas adquirirem a doença. Ela não tem cura, porém possui tratamento, que
pode ajudar a diminuir a velocidade de progresso da doença, mas não vai curar o
paciente.
Outra questão interessante é que, a cada 10 anos,
aumentam as chances de ter Alzheimer, ou seja, com 60 anos, já é comum, no
entanto, com 80 anos, é ainda mais provável ter a doença. Na maior parte das
vezes, quando as pessoas procuram um médico, a doença já está se manifestando
há um bom tempo, não é algo momentâneo, os sintomas vão se desenvolvendo aos
poucos.
Existem alguns sintomas que podem ser
observados, como a perda de memória que, muitas vezes, passa a interferir na
rotina; a mudança de comportamento e a perda de noção de tempo e espaço. Esses
sintomas podem acarretar ações como: não se lembrar de ter falado com alguém,
ficar estressado sem motivos e se perder na rua ao sair para andar.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 2012,
vem tratando a doença como prioridade na saúde pública. O Alzheimer tem maior
incidência em países em desenvolvimento. Em 20 anos, o Brasil pode se tornar o
país com o maior número de casos com a doença.
Porém, o Brasil começou a acordar para a
importância da Alzheimer há pouco tempo,
principalmente no ano passado, quando passou a integrar um projeto de pesquisa
internacional chamado Stride, que inclui 7 países e busca fazer um raio x da
situação das doenças relativas à demência no Brasil e nos outros países
integrantes. Isso, para que, posteriormente, seja possível montar um plano
nacional para estas doenças.
No Brasil, existem pessoas que buscam trabalhar
o tema Alzheimer, como as do Instituto Não Me Esqueças, que fica em Londrina. O
objetivo desse trabalho é auxiliar as pessoas com a doença, seus familiares e
cuidadores, além de defender os direitos e a qualidade de vida dos acometidos
pela doença por meio de palestras e grupos de apoio.
O instituto conta com dez pessoas na diretoria e
com um grupo de voluntários. Na diretoria, todo mundo está envolvido com
pessoas que têm a doença de Alzheimer, sejam familiares ou pacientes.
Elaine Mateus, presidente do Instituto Não Me
Esqueças, entende o instituto como um lugar harmônico. “O instituto é um espaço
de acesso à informação, de acolhimento, de luta pela causa, além de levar ao
poder público as necessidades das pessoas que vivem com a doença e seus
familiares”, ressaltou.
Vale dizer que algumas medidas podem ajudar na
prevenção do Alzheimer, como a prática de uma segunda língua e outras
atividades cognitivas, além da prática de atividades físicas.

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